segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Eu estava uma delicinha


            Pensem numa mulher com ego massageado pelo perfeitinho fim de semana. Pois é: sou eu. Quinta, eu, mais duas amigas e uma professora da Universidade Federal de Goiânia, a Lurdinha, fomos fazer turismos em solos paraenses. Aportamos numa noite às avessas. Fomos delicadamente apresentar-lhe Belém e até (re)conhecemos a cidade das mangueiras com os olhos de um turista. Mas, não é esse o teor do post e sim que eu estava uma delicinha. Vejam só a discrepância: estava “jogada”, depois de um dia inteiro trabalhando no congresso, que já mencionei aqui, aquele que me esgotou as forças, mas mesmo assim fui, cheia de sorrisos, graças e palhaçadas. Todas nós cheias de ótimo humor (em se tratando de nós, não poderia ser diferente).
            Estava determinado unicamente por mim que eu seria a última opção de cantada, visto que estava sem banho desde às 6h, trajava calça jeans e camisa do evento. O cabelo arrepiado denunciava o sair de qualquer jeito, o rosto evidenciava o excesso de retoques de maquiagem, enfim estava um horror. Porém, não é que após sairmos da Casa das Onze Janelas e cruzarmos com dois super gatos e soltarmos o tradicional “delícia” os rapazes ouviram, riram e um deles veio nos cumprimentar e pedir meu telefone. E o melhor: ligou! Apenas hoje, o que me fez achar nesses últimos dias que ele só foi ali tirar uma ondinha, ser simpático e até educado, ou seria sedutor. Mas na hora rimos da ousadia e atitude dele. Foi um perfeito gentleman. Adoro... No telefone a conversa rolou solta. Ele nas horas vagas é músico, pode? Rsrsrs Estudando para ser regente. Só espero não ter que dizer com a cabeça enfiada no braço “lá vem o Rafael”. Bem, mas é um prazer conhecê-lo. E fugi da rotina da senhora pizza aceitando seu convite para um sushi e já sei que irei passar vergonha por não saber pegar no rashi. Ai, que meda!
            Continuando as aventuranças do fim de semana, no sábado, pós-congresso, caímos no samba. Cheguei intimidada pela fama do local, mas depois de umas cervejinhas e a recorrente animação do meu povo, me joguei. Curti totalmente. E fui assediada. Um chegou chegando e ficamos, ah fiquei, normalmente não fico com ninguém em festas, mas o garoto era uma delícia, só que doido de marré marré. Depois de praticamente uma hora que estávamos juntos, tivemos nossa primeira DR, ele entrou em crise comigo. E eu? Rolava de rir daquilo que entendi como palhaçada. Para que ele desestressasse e se convencesse de que eu sou feliz dei uma voltinha inteira no quarteirão com ele, o convenci a voltar ao pagode, mas ele cismou em querer que eu fosse a um aniversário com ele. Eu mereço! Ria, rolava de rir. Quando ele resolveu ir embora, pediu meu telefone e eu por prevenção dei um número qualquer, que não era o meu, obviamente. Vamos combinar que adoro intensidade, mas desse jeito, to fora. Depois ainda no mesmo pagode, fui tirada pra dançar com outro gatinho que soltou “você é muito bonita” e eu que não me dou respeito (mas tenho quem me respeita kkk) devolvi o elogio dizendo “você também é muito bonito”. Trocamos telefones, para esse que se mostrou quieto, dei o número de verdade, mas não ficamos, galinhagem a essa altura da vida não rola de jeito nenhum. O amigo de minha amiga também chegou e pediu meu telefone, dei...
Ah, paciência! Não sou periguete, mas essa sensação de olhos de bonitos em cima de mim, me fizeram curtir, renovar-me e pensar por que não? É claro que agora é o momento das coisas voltarem ao seu lugar e combinar com a minha despachadeira de romances o que fazer caso eu me meta naqueles rolos em que eu sou campeã de me meter.
No mais, vou curtindo o recesso até o dia 09/10. Meu fígado e estômago pedem paz. Mas retiro-me com agenda cheia e adorando saber que estava uma delicinha. A dona do ego que volta ao normal!

domingo, 25 de setembro de 2011

Sábio...

De volta para o meu aconchego

Após uma semana intensa de muiiiitttoooo trabalho, agora desconecto e volto para me importar com o mundo real que me envolve. Mas já aviso que só irei me importar com o que vale à pena, com o que me da prazer e me rouba horas de pensamentos bons. E isso inclui pessoas!
Embora eu tenha me ausentado e recebido 1001 reclamações de coisas que ficaram pendentes, todos sobreviveram e tudo permaneceu (in)nalterado. E consultando hoje minha agenda, os meus recados nos emails, bilhetes deixados, mensagens não respondidas, noto que damos importância às coisas que nem nos pedem licença para nos solicitar e que , por isso, podemos sim nos sentir à vontade em dar um não, um não livre, despreocupado, despretenso.
Causa e efeito? Adorei perceber essa situação, principalmente por compreender que no meio das pendências tem uma penca de problemas que qualquer outra pessoa pode resolver, porém foram parar ali na minha sempre solícita subserviências às vontades daqueles que podem resolver e que para evitar a fadiga mandam para mim. Devolvi tudo, que resolvam porque já me bastam os meus, que por hora prefiro chamar de chateações que irão se dissolver. Problemas tem seu peso e por isso não os quero considerar assim.
Essa minha ausência não estratégica serviu para me mostrar pontos e solicitudes que teriam me deixado rugas e até roubado horas do meu sono, mas que esperaram. Esperaram. Tudo pode esperar. Aquelas pendêcias que eu não pude resolver, resolveram-se e aquelas que só eu poderia resolver , esperaram-me e tudo no seu tempo, ali no seu canto.
Então, vou dar as coisas as medidas exatas e o tamanho que merecem ter quanto ao que me importo e se eu devo me importar. Não irei perder tempo desperdiçando emoções, grilar com pequenas provocações. E também aproveitarei para me despir de discursos que giram em torno de mim, mas dito num vazio demagogo que me entristecem...
Enfim, a partir de agora vou me importar com aquilo e aqueles que me fizerem mergulhar no espírito das coisas que valem à pena se importar. E os problemas e/ou chateações que me esperem para as próximas emoções, porque, como dito, tudo tem sua hora para se resolver.

Eu mudei um pouquinho nessas percepções dos últimos dias e deliciosamente para melhor. As pessoas difíceis e coisas complicadas que fiquem para lá, pois pior que enrugar o corpo é enrugar a alma.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Com a cabeça em outro canto...

Acabei de receber umas mensagens de pessoas queridíssimas que adoram "me ler" e que estão ansiosas pelo próximo post.

Meus queridos, perdoem-me a ausência, mas é que essa semana estou mergulhada até a alma na organização de um evento de muita importância para mim, pelo qual estou batalhando há tempos e que me deixa sem a menor inspiração para escrever, mas bem mais sem tempo.

Adoro esse espaço, esse canto, esse tempo de escrita e realização, mas até domingo estarei com uma ansiosa ausência. Depois volto, inclusive com aquelas declrações que trocamos por e-mail, já recebi várias que por sinal estão uma delicía. A partir de domingo tudo voltará às suas normalidades e escreverei minhas impressões com toda alma que sempre escrevo, escapando da superficialidade.

Mas carreguem sempre a certeza de que "eu vivo feliz, tenho amor, eu tenho um desejo e um coração. Tenho coragem e sei quem eu sou, eu tenho um segredo e uma oração..." (R.R)


Até...

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Mas eu não ficaria bem na sua estante








Uma releitura MARAVILHOSA do clássico O mágico de OZ de Lyman Frank Baum. A Pitty consegui emocionalizar o emocionante. Muito boa!! Sem contar que "ninguém fica bem na estante do Outro... Sintam a letra...


Na Sua Estante

Pitty

Te vejo errando e isso não é pecado,
Exceto quando faz outra pessoa sangrar
Te vejo sonhando e isso dá medo
Perdido num mundo que não dá pra entrar

Você está saindo da minha vida
E parece que vai demorar
Se não souber voltar ao menos mande notícias
Cê acha que eu sou louca
Mas tudo vai se encaixar

Tô aproveitando cada segundo
Antes que isso aqui vire uma tragédia

E não adianta nem me procurar
Em outros timbres, outros risos
Eu estava aqui o tempo todo
Só você não viu

Você tá sempre indo e vindo, tudo bem
Dessa vez eu já vesti minha armadura
E mesmo que nada funcione
Eu estarei de pé, de queixo erguido
Depois você me vê vermelha e acha graça
Mas eu não ficaria bem na sua estante

Tô aproveitando cada segundo
Antes que isso aqui vire uma tragédia

E não adianta nem me procurar
Em outros timbres e outros risos
Eu estava aqui o tempo todo
Só você não viu

Só por hoje não quero mais te ver
Só por hoje não vou tomar minha dose de você
Cansei de chorar feridas que não se fecham, não se
curam (não)
E essa abstinência uma hora vai passar

Meu antagonismo perfeito...

Como já comentei em alguns outros posts, sofro de insônia. Até passei essa última semana inócua a esse mal, porém há três dias tudo voltou à normalidade e eu voltei a experimentar o desprazer de acordar de madrugada e ficar pensando nada. E o pior, com uma vontade louca de fazer piquenique na porta do meu frigobar.
Mas essa madrugada foi diferente. Acordei às 2h e me deparei com uma mensagem angustiada de que o príncipe não estava conseguindo dormir também. Não sei se ele deduziu esse meu mal, se acha que sou anormal e estaria por algum motivo acordada ou se apenas quis partilhar comigo sua falta de sono. Parece bobagem, é certo, essa minha declaração, mas confesso que fiquei envaidecida com sua falta de censura em me procurar às 2h da manhã.
E isso redirecionou meu pensamento a algo que eu venho notando em mim e nos outros: o antagonismo. Precisamos ser antagônicos para sempre termos algo em que nos apoiar. Nós dois estamos motivando um contato permanente sabe-se lá o porquê. E em conversas anteriores, falamos sobre nossa sobrecarga de trabalho e estudos e de como queríamos ser mestres (ambos estamos terminando o mestrado) e de como ser professor é um sacrifício benévolo a quem acredita que a educação é a mudança necessária ao progresso do país. Talvez esse nosso contato permanente seja nosso elo com o mundo dos normais que se romantizam.
Sempre quis o diferente, pois acho furada ser “bulada” com o igual. Mas noto que é exatamente o igual que nos apóia e redireciona e é o diferente que vem para nos fazer alertas diante das coisas. Então, precisamos de mais binários que o necessário: precisamos ter contato com o bem o mal; com os maduros e imaturos; com a alegria e a tristeza, com o raso e o fundo; com eles e elas. É exatamente o antagônico que vem nos apoiar, como eu já disse.
O príncipe é exatamente tudo que eu quero e ao mesmo tempo tudo que eu não quero. Ele é meu antagônico. Se me paparica demais e percebe minha exclusão, vem e me da uma bronca que me obriga a resgatar um bem querer aprazível. Que eu quero. Ele está me apresentando a vaidade e o céu e até me fazer suspirar e achar a coisa mais linda do mundo receber uma mensagem às 2h da madrugada, quando há meses atrás eu odiaria o importuno.
Ele me devolve à Terra, quando diz que detesta novela e vai estudar. E me diz que sou furona e que por isso agora irá me sequestrar. Acho que ele me permite sentir a síndrome de Benjamin Button, pois estou num antagonismo perfeito me adolescentizando...
E se alguém estranhar, vou Cartolandar... "quero assitir ao sol nascer, ver as águas do rio correr, ouvir os pássaros cantar, eu quero nascer, quero viver..."

quinta-feira, 15 de setembro de 2011