segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Só posso andar distraída, não tem outra explicação pra tantas coisas que os outros veem, mas que me escapam a percepção.
Hoje recebi um daqueles telefonemas inesperados, inesperados mesmo! Acho que já tem quase um ano que não falo com a pessoa que me ligou. Nos afastamos por falta de tempo - nossa que amizade é essa, que é corrompida pela desculpa do tempo? Acho que, na verdade, fiquei cética na amizade dela, exatamente pela forma trivial, desmerecedora com que ela tratou minha boa fé, minha esperança naqueles que gosto.
Mas, enfim...
Essa pessoa me ligou pra dizer que seu amigo está apaixonado por mim, mas que eu não me oportunizo a olhar para o lado. Justo eu que sou absurdamente atenta às coisas que me rodeiam?
Até conheço seu amigo, de vista, só que como aqui no meu "interior" todo mundo conhece todo mundo, sei de algumas coisas não muito gratas a respeito dele, inclusive de tratar muito mal sua exnamorada. Eu estou atenta sim, só que não a ele!
Não estou sendo exigente, só acho justo ser seletiva, afinal não é a minha felicidade que está em jogo? Não é a minha história que estou escrevendo? Então, "pra que perder tempo desperdiçando emoções"?
Não consigo ser trivial, nem estou numa festa perdida por uma noite!
Achei legal sua preocupação comigo, aliás sua preocupação em me avisar do interesse do próximo. Porém uma coisa em seu discurso me incomodou demais "Aline, acho que você precisa namorar, o tempo está passando" Ah, sinceramente quem come porcaria é urubu e sirí e eu estou longe do instinto deles!
Até onde entendi: ou estou ficando velha, ou estou ficando ultrapassada, ou ficarei desinteressante, ou tudo isso na mesma salada. Não, amiguinha, não vim ao mundo pra ser um mero decalque incolor, nem deposito minha felicidade no bolso de uma calça jeans. Sou feliz e cheia de planos. Sou incompleta, mas pq sou cheia de dúvidas e tenho sede do depois. Sou ultrapassada na medida que entendo que ainda tem tanto novo morrendo velho.
Não quero um namorado pra por na estante. Não quero um casamento de véu e grinalda pra mostrar aos outros que eu casei. Não quero sobreviver numa relação, quero vivê-la em sua completude. Não quero jornal embaraçado, banheiro dividido, bola como fuga. Não quero felizes para sempre e o abandono de alma. Não quero, simplesmente, não quero uma vida de conveniência.
Plagiando Pitty "Sou mais do que seus olhos podem ver, então não desonre meu nome".
Estou por aqui, não sei o que será de mim amanhã. Mas do "alto" dos meus 29 anos já aprendi lições inconfessáveis, cometi pecados perdoáveis, loucuras sadias, bordões superáveis... Já vivi o que podia e quero viver o que ainda posso. Estou aqui e não estou vendo o tempo passar: por isso, mulherzinha do meu coração, acho que quem tem que se olhar é vc!
Ah, não estou com raiva, juro, só fiquei penalizada de ver uma mulher em pleno século XXI, moderna, desencanada, livre ostentar um discurso desse: ou será que os meus olhos não lhe veem?
Saboreando uma deliciosa tapioquina com leite moça e aquele meu tardiconal café da tarde.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Tarde de chuva. Tarde cansada. Tarde de ressaca. A noite de ontem deu o que falar e o que pensar também. Casa d'noca lugar perfeito para curtição, alto nível! Mas que não proporcionou curtição a Dani, não sei se coitada, não sei se chorosa, só sei que menina. Mas usarei um clichê pra encerrar esse assunto "coração é terra sem dono". Espero que a Dani se recuepre, supere e passe a ser a dona de seus desejos, para que eles não a controlem, como tem feito.
Vi tanta gente bombada, sarada, de corpos malhados. Será que sabem de si? Corremos com a piada de que nos matriculariamos imediatamente na academia: piada mesmo, pq perder horas do meu dia em busca de um corpo perfeito, de fato não é minha "malhação". Não tenho fôlego nem pra pensar, minhas prioridades são outras.
Estou me sentindo super bem, embora esteja com uma ressaca desgraçada rsrsrs. O sábado pra chamar de meu não aconteceu, paciência. Só que de uma coisa eu sei, não posso permitir que sentimentos negativos, autodestrutivos, péssimos me derrubem. Sou mais minha alegria.
Ah, não to com vontade de escrever, to com sono.
Vou comer pudim e mais tarde camarão frinto com açai (minha comidinha prferida)

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Sábado... um sábado que eu esperei a semana inteira, por ele ser bastante significativo a uma grande amiga minha, a Dani. Ontem até sonhei com a situação, o sonho foi engraçado e angustiante, tanto que ao me espantar quase que não durmo de novo.
Ainda pouco fui às compras. Nada significativo, fui comprar uma fantasia para o Victor ir a um baile infantil de carnaval. Trouxe a fantasia de sutão, ele ficou lindo, mas eu aqui já imagino as fotos futuras, ele dizendo o qtos as mães fazem seus filhos pagarem mico hehehehe. Bem, mas faz parte da infância e da maternidade.
Já são 16h e até agora não vi nenhum filme. Mas já estou a postos para assistir "caçadores de mentes", tenho uma queda louca por filmes psicológicos e corro de filmes românticos, só os assisto nos últimos casos.
Finalmente hoje vou conhecer a famosa Casa d´Noca. Estou ansiosa demais, vou com um vestido mais justo que os comentários do juiz em dia de sentença. E hoje esse sábado eu resolvi chamar de meu, então já sei que vai ser pra eu deitar e rolar.
To comendo pipoca com katchup, e tomando pepsi twister, nada mejhor para acompanhar um bom filme.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

A minha Marala Danielle

Marla!
Nem sei como nossa amizade começou, eramos tão pequenas que esse início foi apagado da lembrança. Estou certa, porém, de que foi um encontro maravilhoso, afinal uma amizade que dura desde a primeira série só pode ter sido marcada pelo encantamento, uma predestinação divina.
Mas, enfim, ela chegou fazendo estardalhaço, tenho certeza, pq a Marla é assim cheia de barulhos, vontades e bicos. Cheia de amor, doação, surpresas. Ela é minha amiga, minha irmã, um tesouro maravilhoso.
Desde que tomamos consciência da força de nossa amizade a cada ano trocávamos cartas cheias de declarações e emoções, ainda as tenho. Hoje fazemos as pequenas declarações diariamente qdo nos encontramos no msn.
Comemorávamos cada aprovação de fim de ano. Comemorávamos as menores coisas e enlouqueciamos com aquelas que julgávamos ser as mais importantes: ora, como duas "mocinhas" entendiam o que era de fato importante?
O que nos importava não era a comemoração em si, era a comemoração pela comemoração, a vibraçao, a vitória e o chocolate que isso tudo rendia. Gosto de chocolate, mas a Marla é alucinada por eles. Não há como eu comer um chocolate sem trazer a tona essa obcessão pelo "moreno gostoso."
Compartilhamos muitos momentos juntas: festas de fim de anos, fest de 15 anos, dores do amor, livros de terror, iniciação na Seicho-no-ie, tardes de filmes (há tempos que sou cinéfila), madrugadas de baralho tendo como castigo ao perdedor pagar abdominal, rolar de rir só de uma olhar pra cara de outra, birras por bobagens, estudos, estudos e estudos.
E dentre tantas lembranças agradáveis, a que saco do bolso sempre que estou pensando sobre a amizade, é essa:
Estudamos juntas para o vestibular. Na primeira tentativa a Marla passou e eu não, mas tudo bem, fiquei triste por mim, mas enlouquecida por ela, tanto que todos que passavam na rua eu chamava para cumprimentá-la.
No ano seguinte dei meu sangue estudando. Não saía pra nada, estava obstinada pela minha aprovação (sempre sou assim quando quero algo) e queria por tudo escutar meu nome ecoando na rádio, na cabeça, nos gritos. A Marla sabia muito bem pelo que eu passava pra conseguir isso. No dia do resultado da UEPA, eu super confiante, pois havia feito uma excelente prova, estava convicta da aprovação, mas eis que deu tudo errado.
O grito ficou sufocado. Me desesperei! Chorei tanto, tanto que não conseguia falar. Qdo estou curtindo minha solidão, meu desespero, ela entra, me dá um abraço, deita do meu lado e não diz nada. Apenas ficou velando meu desespero. Ela estava ali disponível para mim, para me ouvir, para se doar mais uma vez. Qdo me acalmei ela me fez lembrar que eu havia dito, no início da baalha,que meu maior sonho era passar na UFPA, que ía ser um valioso presente de Deus. Porém, dias antes ao resultado da UEPA, motivada pelo cansaço, eu lhe disse que se passasse na UEPA desistira da UFPA, pq não aguentava mais, estava muito cansada. Ouvi atentamente, mas não acreditei nos desígnios de Deus naquele instante. Estava vivendo um momento tão egoísta que achava que tinha sido esquecida, que não tinha sido ouvida.
Um mês depois, sai o listão da UFPA e meu nome foi o segundo a ser chamado. Saí louca gritando, delirando, agradecendo a Deus. Ela encontra comigo na rua, de braços abertos, agora enxugando minhas lágrimas de felicidade e me diz "Se Deus desse sua aprovação na UEPA, vc desistiria de seu sonho da UFPA". Ela me deu a lição. Ela me apontou, dentre tantas, uma prova de amor de Deus por mim. Fez-me lembrar de nossas aulas de catecismo, de crisma, da conversa de nossos pais, das missas de todo domigo, que o amor de Deus não falha. E não falha mesmo.
E ela faz florir minha vida. Tem um jeito de criança, que completa o meu. Um jeito de mulher que me da inveja. Um jeito de falar que me abre os caminhos e o sorriso. E embora ela esteja tão longe fisicamente, não há um só dia que minhas lembranças não lhe ataquem. Às vezes um toque no telefone pela manhã só pra lembrar, outras vezes conversas infindáveis que faz com que a TIM nos interrompa. Em outras usamos o msn pra vencer a barreira.
Sei que ela está ali e aqui. Sei que ela é existe, é real em minha vida e eu a amo, assim, como uma extensão de mim. Ela é absurdamente leal comigo, e me faz concluir que nossa amizade não é de valor fraternal, mas sim maternal. E ela sabe que sou exatamente assim com ela. Nós nos ouvimos, nos compreendemos e respeitamos nossos espaços e decisões, ainda que estas não sejam legais.
Ela é tudo que uma pessoa merece como amiga. E ela é minha amiga, irmã, mãe, filha.

Dia 03/03/11 ELA CHEGA. E ISSO DISPENSA COMENTÁRIOS!

Amo-te Marla!
Como algumas coisas na vida são extremadas. Às vezes me pego insólita questionando do que eu teria coragem de fazer. Se se exige coragem, coisa boba é que não é.
Bem, esse questionamento me assaltou frente ao posicionamento de algumas pessoas serem mais donas da vida dos outros do que de sua própria vida. Mais uma vez esse assunto? Não,a tônica é exatamente outra.
É sobre mim e de mim. Eu não entendo pq não consigo botar fé em algumas pessoas, principalmente naquelas que ostentam certos discursos, que, ao meu ver, vão na contra mão exata da forma como agem. Isso, claro, não é de minha conta. Mas minha questão é: como posso confiar por inteiro em pessoas que parecem ser pela metade?
São extremamente sonhadoras, mas os sonhos são enlatados pelo discurso do empreendedorismo - não isso jamais pode acontecer. Sonho é alma. É permissão. É sinal divino de nossa missão na terra. É glória e paraíso. Dissabor e sabor.
São extremamente batalhadoras, mas suas batalhas são ofuscadas pela tentação do capitalismo, o consumismo execessivo. Adora boate, beber os melhores drinques, usar as mais cobiçadas grifes de coleções exclusivas, mas no fim da noite amargam a solidão de seu travesseiro.
São potencialmente inteligentes, mas escondem-se sobre o discurso da falta de tempo, frente a obstinação da realização. Somos nós os administradores do tempo, não o contrário.
São super legais, mas os amigos são raros. Amigo mesmo, aqueles que morrem de frio para lhe aquecer.
Entendem tudo de tudo, mas não entendem nada de si. Enlouquecem diante do não, deliram pela indiferença da pessoa amada, não conseguem administrar seus medos, rebeldias, impulsos. Não amadureceram.
São devoradores de algumas coisas que de uma hora pra outra amam desde sempre, mas não conseguem ter um objeto de obstinação. São escravos do nada!
Esses extremos me enlouquecem e me assaltam todos os dias. Encaixo-me em vários deles e em mais alguns que não pretendo enumerar, pois não quero lembrar da minha falta de equilíbrio em vários fatos.
Mas uma coisa que não sou é hipócrita. Estou gordinha, mas bem de saúde e comigo. Minha maquiagem é exclusivamente para esconder minhas marcas no rosto não minha cara de pau. Minhas roupas são compradas pra mim e me dxam felizes sem ser escrava do que a moda dita. Meus saltos acabam com meu joelho, mas dxam minha auto-estima lá em cima e meu rebolado um luxo!
Meus sonhos não sei se viverei financeiramente deles, mas o caminho para alcançá-los tem um sabor que valerá todo o esforço da caminhada, qdo eu estiver chegado ao final, se é que existe o final.
Meu quarto tem o tamanho necessário para abrigar uma pessoa tão grande e espaçosa como meu filho.
Ah, o meu filho. Meu melhor pedaço de mim,meu maior presente de Deus. A vida dele é que me mostra dia após dia o amor que Deus sente por mim e todas as coisas boas que me rodeiam.
Minha família é do jeitinho que eu mereço, afinal todo mundo tem o que merece. Meus pais são meu tudo.
Meus amigos, ah, esses sim, são especiais demais. Fui lapidando a vida toda. Conheci pessoas especiais que se foram, conhei outra que ficaram e estão na minha vida e conheci aqueles que marcaram e sei que basta eu gritar que eles aparecem.
No mais, vivo os extremos. Desejo a solidão e a muvuca. A embriaguês e a sobriedade. O delírio e a sensatez. O amor e a distância.
A conversa que ontem tive com ele me fez pensar essas coisas. Como pode ele ser tudo e não ser nada pra mim?
Hoje quero tomar sorvete de tapioca...

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Hoje fiquei um pouco aborrecida com certas palavras e comportamentos. Nada que tenha sido destinado exclusivamente a mim, mas que no espírito da coletividade, nos julgamentos, das permissões, acabo me enquadrando. Uma pessoa (não vou citar nomes), mais especificamente um casal, colocou-se a fazer julgamentos da vida alheia, imaginem, aquela típica ação de jogar pedras no teto dos outros qdo o seu é de vidro.
"Eu não entendo como é que o fulano consegue viver assim sempre grudado e a mercê dos pais" - disseram . Ora, faça-me o favor! Esse casal com filhos e mais de dez anos de casado vive exclusivamente a custa dos pais: será doação ou promessa? Pq sinceramente não consigo compreender que eles tentem posar um status, dar closed de família perfeita, viver na pinta, meter o bedelho na vida dos outros e, francamente, ser isso tudo e financiado pelos pais. Repito, faça-me o favor! Se eu vivesse sobre essas condições lamentáveis, eu jamais abriria a boca pra ostentar esse tipo de julgamento.
Agora quem vai falar sou eu: como pode uma mulher com dois filhos, formada, casada ser tão paralisada? Medo da vida, medo de viver, ou malandragem? Como pode um homem quase quarentão ser bancado, junto com sua família, pelo "pai"? Não engulo! Permita-me: não engulo o comentário feito, não sobre a vida, pq dela que eles cuidem.
Outro comentário preferido por eles no qual eu fui incluída: "Nossa, a Aline tá muuuiiiitttoooo gorda, e ela que tinha um corpo tão bonito". PQP! Não entendo o meu muito gorda. A não ser que eles estejam tirando como parâmetro de gordura o meu excesso de magreza, pq os dois são mmmuuuiiittttooo gordos: ela já tem o famoso "bucho quebrado" ele tem a pansa igual a do seu barriga kkkkkkk. Oh, veneno maldito kkkkkk. Meu aborrecimento não está no fato deles terem me chamdo de gorda, mas sim no fato de, mais uma vez, eles se quer olharem pra si. Como pode?
Cara se tem uma coisa que me irrita profundamente é isso. Não sei se pq eu falo o que preciso falar, o que me incomoda aos outros que não tolero esse tipo de ação. Se a pessoa for minha amiga, colega, próxima, entenderá que a sinceridade é uma tônica real e não uma brincadeira de faz de conta de uma vida mais ou menos. Meu mundo é pintado de cor de rosa e pronto, embora minha cor predileta seja o vermelho!
Bem, no mais dormi a tarde inteira, tive um sonho erótico hehehehe (um sonho erótico à tarde é muito estar a perigo), resolvi um problema que me deram e agora estou aqui desabafando esse bafão.
Acho que hoje estou melhor. Estou um pouquinho mais segura, sentindo-me um pouco forte. Ah, ontem à noite uns amigos meus invadiram meu quarto com comida chinesa/japonesa adoreeeeiiiiii... Eles nem conhecem minha solidão, não sabem por onde ando navegando, não suspeitam dos meus temores, mas foram tão importantes, fizeram-me feliz, acolhida e menos louca. Resolveram aparecer pq sentiram minha ausência, perceberam meu desaparecimento. Foi muito legal!
Detesto tudo que seja mais ou menos, pela metade, por isso sei que essa sensação vai acabar mais cedo do que a promessa de ter iniciado.
Por hora, é só!

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

O que eu quero de mim além de sonhar?
Quero viver o por do sol, a brisa do mar. Quero viver as viagens loucas pra dentro de mim e navegar sem limites até onde minha imaginação possa me levar.
Quero também o infinito e o impossível, já que só é impossível aquilo que não podemos ver. Quero acreditar no possível, nos meus sonhos d criança, na minha voz vacilante diante dos meus medos velozes.
Quero o bolo de chocolate, as contas a pagar e um abraço apertado, chameguento, gostoso do Victor na chegada da escola.
Quero o bom e velho colo de minha mãe. Os conselhos corajosos de meu pai. A piada pronta das tardes na porta de casa.
Quero um livro na cabeceira, uma música no sorriso, um olhar perdido de paixão.
Quero uma viagem desconhecida, uma aventura, um frio na barriga, um perder-se e achar-se.
Quero julho, agosto, outubro e janeiro:uma vitória.
Quero dobrar na esquina e ter um abraço amigo a me afagar. Um bom dia e um até logo, mas muito logo de verdade.
Quero mais de duas sessões de filmes, de novela, de sono da tarde... Quero o desespero da falta de tempo.
Quero transformações, mudanças, coragem de mudar, aceitação, melodia e dança de rosto colado.
Quero, quero muito, tudo e um pouquinho de sonho na madrugada e sonhos que movam minha vida, minha vontade de mudar, de viver, de querer

Para pensar pq se reclamaaa

video

A Luz de Tieta de Caetano Veloso

Música veloz, boa e reflexiva. Algusn trechos são fenomenais, como esses:

"Existe alguém em nós e muitos entre nós desse alguém, que brilha mais do que brilhos dos olhos e que a escuridão conhece também"

"É domingo, é fevereiro, é sete de setembro, futebol e carnaval, nada muda é tudo escuro até onde eu me lembro, uma dor que é sempre igual"

É pra curtir música boa e não descartável

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Caramba, acabei de ser convidada mais uma vez a ser madrinha de batismo: to super emocionada!
Qdo a Déa me convidou para ser madrinha do Leandro foi uma emoção: eu fui a primeira a saber de sua gravidez, partilhamos juntas os segredos e as emoções da revelação, cuidamos do enxoval, do baby chá, da corrida à maternidade e eu, sim EU, fui a primeira a amamentá-lo. A extravagância de ser mãe sempre ficou impregnada e clara demais em mim. É o meu melhor papel!
Três anos depois, meu primo Édem e sua esposa Tais me chamam e dizem assim: Aline nós queremos vc como madrinha da Maria Fernanda! Nossa, esse foi um susto recheado de emoção. Da Maria Fernanda que eu já amava como uma filha... E me disseram assim madrinha significa maezinha e vc é uma excelente mãe! Chorei, lágrimas de emoções, de amor, de respeito...
Hoje, chego correndo para ninar no braço um lindo bebê de 9 meses e ele sorriu pra mim. Sua mãe disse "olhaaa... ele gostou da madrinha dele". Quase caio pra traás.
Penso que sou quse uma estranha pra todos. Mas fui tida como uma mãe exemplar e me deu de repente um orgulho de mim.
Todos que me conhecem sabem da minha loucura pelo meu filho. Do que sou capaz de fazer por ele, que em cinco anos NUNCA dori uma noite longe dele. Nós somos feitos um pro outro. Ele me completa e me ensina dia após dia que eu era órfã de filho.
Ele me ensinou a amar sem medida, a ter orgulhos de olheiras que eram retratos de meu cuidado com ele, a saber esperar, a valorizar uma ausência e uma presença. Ele me ensinou a ser menos intransigente e mais coração. Por ele exercito a verdade e sou capaz de qualquer sacrifício. Sou doação, coração e mais gente!
Só tenho a agradecer a Deus por essas coisas, por ser olhada como mãe, por ter sido escolhida pra se a maezinha de três lindas crianças e abençoadas. Por me sentir significada e significante. Emocionada e emocionante!
Sei que todas as coisas na vida não estão construídas à toa, estão por alguma decisão do Pai e eu estou aqui para servi-lo.

Amém, obrigada senhor e obrigada Nossa Senhora!
Segundaaaa... às vezes esqueço desse blog, é q a disputa ta concorrida entre escrever no meu diário de papel ou no meu diário virtual. Adoro algumas pessoas, que considero insubstituível em alguns quesitos, mas to sentido falta de amizade de colo, de afago, de carinho, de preocupações, de vaidades... Acho que to me sentindo uma maior abandonada.
Ando triste e essa tristeza tem acabdo comigo! Fico chata, incompreensível e com a cruel sensação que as pessoas não gostam de mim. Acho que é pelos exemplos e atitudes. Sinto-me reduzida, desperdiçada, sem alguém pra me ouvir... e o pior é que a Marla ta demorando pra chegar.
Hoje fiquei um pouco preocupada com minha situação financeira. E minha posição de boa samaritana ta se esgotando. Bem, tb fiquei feliz pq uma pessoa que nem se da tanto comigo, disse que fará de tudo pra me arranjar um emprego, pq se preocupa comigo, fiquei tão emocionada. Atos assim me acabam! Geralmente esperamos essas atitudes daqueles que intitulamos amigos, é como deixassem suas assinaturas e dissessem que não estamos sós, que amigos também servem pra dar a mão, ajudar-nos, lutar por nós. Ai caramba...
Ontem à noite fui surpreendida com um "Boa noite, to com tanta saudades de vc" de uma pessoa que eu jamais esperava. Ai, parei pra pensar da pra se sentir só numa multidão de ações e pessoas acontecendo ao seu redor? Dá, pq certas atitudes cooperam pra me dxar assim.
Mas... quem sabe amanhã amanheço renovada, juntamente com a terça feira que nunca aconteceu e jamais acontecerá... Quem sabe eu seja surpreendida com um bom dia animado, significativo, amigo... que me mostre que sim as coisas tem valido à pena e eu faço parte dessas coisas, dessas lembranças, desse tudo.
Não quero enlouquecer e definitivamente eu não to forte. Mas o mundo não esperará que eu melhore pra ele continuar a rodar!
Bem, agora volto para minhas tarefas rotineiras e obrigatórias!

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Enfim, segunda! Acho que sou meio do contra mesmo, adoro a segunda, quando todos a detestam, a evitam. Acho que é pq adoro os inícios, tudo no início é tão perfeitinho, não tem cansaço, monotonia... Sinto a promessa de um recomeço de algo que nunca terminou, aquelas sensações loucas de fim de ano.
Bem, ontem estive pensando que algumas coisas me cansam demais, dentre elas aqueles slogans falsos recheados com frases prontinha e bonitinhas, mas que sabemos que não combinam com o esforço de quem as diz. Fico enojada justamente por isso:é declarado que a pessoa não é e não faz aquilo que divulga, mas faz propaganda contra aí não dá.
To saindo agora pra ir à federal dxar meu último artigo do mestrado, depois finalmente é só a escrita da dissertação. Essa semana prometo que me recolherei, ficarei pra mim. Não quero choro nem velas hehehehe. É que estou precisando desse contato mais intimo, preciso me dizer umas verdades e qdo estou assim fico chaaaaatttttaaaaa, mas do que já sou, alguns diriam. Mas fazer o que?
À noite revelarei minhas impressões digitais.
Até mais

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Hoje constitui-se como um marco na minha vida acdêmica: início da escrita da minha dissertação do mestrado.
Estou trêmula, engasgada, emocionada... As dúvidas que me interpelam são ocasionadas pelo meu medo, são pálidas, reluzentes, mas tão cristalinas que iluminam e encorajam-me a escrita. É uma doce sensação. Sei que ao final dessa batalha conseguirei o que tanto almejo e me orgulho, a certificação de mestre. Serei a Mestre Aline Rodrigues. Obrigada Senhor meu Deus, obrigada Minha Nossa Senhora...
Me deem sempre forças para nunca cansar!
Amém

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Ai... Hoje iniciei um trabalho que adiei começar! É legal, mas está me sugando, enfim... Preciso produzir.
Daqui a pouquinho vou dizer umas coisas que estão engatadas há tempos. Coisas que vou por pra fora, que doiam a cada palavra, cada humilhação, cada dia de trabalho.
Estou liberta, sinto um alívio incrível de acordar e não ter que olhar certas pessoas, não olhar para algumas caras, não encarar a apatia de uns! Estou tão feliz!!!
Também estou com saudades de algumas pessoas,só que não quero procurar, afinal sou eu que sempre o faço. Mas que to com saudades eu to.
Também to contando as horas pra chegada da minha irmã: Marla. Meu mascotinho, meu cheirinho, meu diário secreto! Eras, cara, temos tanto que conversar olhando nos olhos!
Bem, no mais, vou indo. Mais tarde vou estudar e escrever, já está mais que na hora!

Bjos