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sexta-feira, 6 de maio de 2011

Eu era órfã de filho!

No último dia 30/04 meu filhote fez 5 anos de vida. 5 anos de presença intensa em minha vida. Antes de ser mãe eu achava que sabia tudo, todas as regras, todas as respostas, todos os mistérios, até ele chegar, plantar seu lugar e me mostrar que eu não sabia nada. De fato não sabia mesmo!
Não entendia nem de amor, muito menos de amor incondicional. Não adiantou eu treinar com sobrinhos a arte de trocar fralda, se muito mais importante era eu entender a língua com que ele veio "configurado". Porém, isso tudo era detalhe. O bom mesmo foi a entrega a essa relação. Minha vida era vazia e eu nem sabia. Quando ele chegou descobri o prazer do banho da chuva, de dormir de conchinha, de chorar com um filme da xuxa. Ele me ensinou a rir de bobagens e achar o máximo me lambuzar com os restos da cobertura do bolo de chocolate. Ele me ensinou o quanto é bom ser corajoso e enfrentar os monstros espaciais que pousavam todas as tardes nos nossos quintais - lutei contra esses mosntros incansavelmente e no fim estava esgotada jogada no chão.
Graças a ele nunca mais disse "eu te amo" à toa. Amor é coisa de verdade, coisa séria que deve ser dito sentindo e não por brincadeira. Tanto o é, que poucas vezes eu o ouvi dizer eu te amo sem se deliciar com esse sentimento. Devo-lhe também o dom de conter sono e a renovação de minha fé. Foi ele que me aproximou mais de Deus e Nossa Senhora e me mostrou que se eu pedir Eles atendem mesmo.
Hoje sei que nada, absolutamente nada em minha vida tinha sentindo. Eu era egoísta, fazia as coisas pensando exclusivamente em mim. Hoje penso nele, faço por ele e estendo isso aos meus pais: o quanto não os ensinei as coisas e eu antes da chegada do Victor não tinha noção disso.
Eu o amamentei, troquei suas fraldas, velei seus sonos, aprendi sua língua, mostrei-lhe o dom dos primeiros passos. Eu caduqei com seus avanços, escolhi(o) suas roupas, mudo seu cheiro, preparo sua comida, cubro-lhe de coragem. Eu leio suas histórias, ensino-lhes as primeiras palavras, faço-o dormir, levo-o a escola, de conchinha vemos desenhos.
Ele me ensinou a ser mais humana, a ter mais fé, ser solidária. Ele acabou com minha solidão, mudou meus valores, ensinou-me a determinação e a ter paciência. Ele me mostrou o que é o amor. Ele me ensinou a sorrir e a ver a vida com mais leveza e alma e não com os olhos da efemeridade. Ele me emprestou seu colo, sua luz, sua devoção para que eu entendesse que agora sim eu tenho vida.
Sem ele eu era órfã, não havia entendido porque estava no mundo, agora eu sei.
Sei que eu o amo, sei que tudo vale à pena, sei do lance da alma, sei não valorizar as aparências, sei pedir perdão, sei lutar pelos meus ideias. Sei que ele modificou minha vida.
Eu hoje sou amor, inteira e feliz e se nessa vida eu não tivesse esse amor eu não teria coragem de desbravar o mundo.

domingo, 3 de abril de 2011

Parabéns, mamãe!

Ela me faz tão bem!!
Sessenta e poucos anos: a mulher guerreira, determinada, que acordava às 2h da madrugada para fazer chope para vender na rua. A mulher que andava mais de 11km para realizar o sonho da educação. A mulher que nunca nos deixou passar fome, frio ou medo. A mulher que já madura passou na universidade e ostentou, para quem não acreditasse, seu diploma universitário. A mulher que é doação, amor e generosidade. A mãe que me ensinou a ser mãe. A mulher que me ensina a ser mulher.
Nada, absolutamente nada, descreverá meu amor respeito, admiração que lhe guardo.
O que sei é que mais hoje, mais um 3 de abril me deixa feliz, faz-me fazer orações pedindo a Deus pela sua vida eterna. Pelo seu abraço eterno. Sei que se ela não tivesse por perto, eu jamais seria quem sou, eu jamais teria me permitido ir tão longe. Eu jamais teria o filho que tenho. Eu jamais seria a amiga que sou. Eu jamais seria eu.
Ela me fez tudo, desde correntes de oração para a minha vinda ao mundo até perder o sono enquanto eu não chegava em casa sã e salva das aventuras que se ela pudesse me resguardaria com toda sua proteção materna.
Eu a amo com todas as minhas forças. A admiro de todo meu coração, sei que sou metade sem ela, sou menos sem sua força, sou só sem sua companhia.
Parabéns, minha mãe, por toda sua caminhada, seu exemplo de vida, sua determinação de viver. E obrigada por tanto amor, pela lição de vida e fé que nos dedica sempre.

Amo-te