Acompanhando as notícias racistas e homofóbicas do Deputado Bolsonaro, concluí que, ao contrário do que propagandeiam por aí, o MUNDO NÃO É GAY. O que há é uma exacebada e feliz aceitação das diferenças, que nos mostra o quanto somos evoluídos, permissivos, tolerantes e felizes por aceitá-las.
Em meio a tudo isso, porém, sempre vai existir aquele babaca, como Bolsonaro, que vai balançar a bandeira do contra tomando sua atitude como legal. Altruísta, nada esse carinha, que envergonha (mais um) o nosso legislativo. Mas a questão que mais me incomoda nisso tudo é a realidade da impunidade, porque se fosse eu, cidadã comum, que tivesse pronunciado em rede nacional uma asneirice dessa, há tempos já estaria presa por cometer um crime inafiançável.
Mas o idiota, preconceituoso e babaca do Bolsonaro não. Ele está livre, leve e solto para ainda cometer o impropério de dizer que "soldado que vaí a guerra e tem medo de morrer é covarde". Basta! Chacota em cima do que disse por saber da tão reinante impunidade que ocorre no país é pouca. Se o Jader está livre após anos comprovados de roubo do dinheiro público, por que Bolsonaro seria preso por se declarar racista e homofóbico? Não tem explicação! Esse é o nosso Brasil das contradições e das vergonhas.
Bolsonaro precisa entender que não há imoralidade na escolha da opção sexual. Ser hetero ou homo é escolha individual, que não tem a permissão de ser questionada por um cara como ele. Ser gay não é ilegal, imoral, nem engorda... O que é vergonhoso e nojento é saber que há um representante social como ele que deveria ostentar a bandeira por um país sem preconceito, mas que faz exatamente o contrário: fomenta o preconceito e nos coloca mais ainda na terrível condição de país sem educação.
Quanto às suas declarações racistas, só entendendo-lhe como xucro. Que desrespeito, não tão maior quanto o da homofobia. Acho que seus livros de história foram queimados na sua infância, por acreditar que o senhor se esqueceu da força cultural, histórica e social que cada classe, raça, etnia representa para uma nação. Questiono-me, porém, o porquê desse cara condicionar sua cor como algo superior? Superior é ser livre da intolerância, do preconceito, da irracionalidade, é ser inteligente, atributos que ele não tem, comprovadamente.
O negro é a cor do Brasil, da minha cor, da minha alma. E se nossa nação luta incansavelmente contra o preconceito, a título de que esse carinha precisa nos representar no congresso? E o pior: ser integrante da Comissão dos Direitos Humanos e da Minoria? Piada para boi roncar é pouca!
No mais, meu desagrado não é reticente e o Brasil, meu Brasil, não conseguirá deitar eternamente em berço esplêndido tendo Bolsonaro como representante de seu povo. Para frente é que se anda!
De todas as necessidades que tenho, a de escrever é-me a mais prazerosa e poderosa.Cada coisa que me envolve estará aqui no meu canto, no meu tempo, na beleza do escrever, no encanto das palavras!
quinta-feira, 31 de março de 2011
quarta-feira, 30 de março de 2011
Sexo não é poesia!
"Silogiando" (olha o neologismo ai gente!) Arnaldo Jabor!
Não sei como algumas mulheres demoram maravilhas de cenários pra descobrir o sexo. Aff! O marido chega depois de 30 anos de casamento e dedicação da sua amada idolatrada e amélia esposa e diz facilmente "Querida, não dá mais, não sei o que acontece, mas nosso casamento chegou ao fim e eu estou indo embora de casa!"
hahaha Não sabe o que acontece?
Receita pronta é que faz comida boa: uma outra mulher a quem ele não enche o saco com meias fedorentas, exigências de horas de pilotagem de fogão para servir almoço e janta, isenção de responsabilidade em relação aos filhos e preocupações e mais preocupações com contas, contas e contas chegou para se servir desse homem, que presta até sete palmos abaixo da terra.
Após dias inconsoláveis de choros e arremedos e desculpas que ela mesma se da para o fim do que já estava morto há tempos, ela de repente, a abandonada, se dá conta de que esteve inerte por 30 anos, que o salão de beleza lhe enganou e seu "visu" já não é o mesmo, que suas roupas ai ai ai, prefiro não comentar, e o sexo - quando tinha- só era o feijão com arroz de sempre. Nada de aventuras inesquecíveis e q provocavam rubras lá do início do namoro.
Ai, a mulher despiroca! Corta o cabelo e o loiro escancara. Suas roupas, PECHINCHA já. Passa a frequentar os bailes de sábado à noite, se toca que existe mais homens interessantes do que aquele ridiculo que lhe abandonou e descobre provando aqui e ali que sexo existe e é bom, bombástico e que 30 anos aquele FDP lhe roubou!
Já não tem mais aqueles patéticos conselhos, descobre q aconselhava e se metia em coisas que nem conhecia. Camisinha, ah... parceira ajuizada!
Receita pronta é que faz comida boa: uma outra mulher a quem ele não enche o saco com meias fedorentas, exigências de horas de pilotagem de fogão para servir almoço e janta, isenção de responsabilidade em relação aos filhos e preocupações e mais preocupações com contas, contas e contas chegou para se servir desse homem, que presta até sete palmos abaixo da terra.
Após dias inconsoláveis de choros e arremedos e desculpas que ela mesma se da para o fim do que já estava morto há tempos, ela de repente, a abandonada, se dá conta de que esteve inerte por 30 anos, que o salão de beleza lhe enganou e seu "visu" já não é o mesmo, que suas roupas ai ai ai, prefiro não comentar, e o sexo - quando tinha- só era o feijão com arroz de sempre. Nada de aventuras inesquecíveis e q provocavam rubras lá do início do namoro.
Ai, a mulher despiroca! Corta o cabelo e o loiro escancara. Suas roupas, PECHINCHA já. Passa a frequentar os bailes de sábado à noite, se toca que existe mais homens interessantes do que aquele ridiculo que lhe abandonou e descobre provando aqui e ali que sexo existe e é bom, bombástico e que 30 anos aquele FDP lhe roubou!
Já não tem mais aqueles patéticos conselhos, descobre q aconselhava e se metia em coisas que nem conhecia. Camisinha, ah... parceira ajuizada!
Mas pq esperar que um casamento se vá para descobrir que está viva. Acho que é ai que reside o grande e fatal engano da felicidade.
Algumas pessoas se dedicam tanto aos outros que acabam esquecendo de si, dedicam-se à paisagem na janela e veem o inverno passar e chegar passivelmente. Pq não descobrir um colírio antiilusório e perceber que existe vida após o casamento.
Se o homem não topa lhe fazer irremediavelmente feliz, dar-lhe prazer nas horas não vagas, ser seu parceiro conquistador e galeante de antes do casamento, ah, queridinha, não seja a mulherzinha que ele quer lhe fazer. Valorize-se e faça questão de se lembrar que a fila anda, para cegas, mudas e surdas também! Não espere que o abate venha de cima, junte as malas, pinte o cabelo, va para a balada e descubra que o mundo é muito mais do que seus olhos podem ver.
Por isso, Mulheres, amadas, acreditem: fazer sexo faz bem aos rins e aos dentes também. Não deixem que canalhas lhe roubem 30 dias, muito menos 30 anos.Sejam mulheres amadas e felizes sempre, dediquem-se a vcs e depois a eles e exijam reciprocidade, sexo de verdade para terem pele saudável e sorrisos lindos, sempre!
Lembrem-se que não somos os mesmos e nem vivemos como os nossos pais!
Bjocas a todos!
Por isso, Mulheres, amadas, acreditem: fazer sexo faz bem aos rins e aos dentes também. Não deixem que canalhas lhe roubem 30 dias, muito menos 30 anos.Sejam mulheres amadas e felizes sempre, dediquem-se a vcs e depois a eles e exijam reciprocidade, sexo de verdade para terem pele saudável e sorrisos lindos, sempre!
Lembrem-se que não somos os mesmos e nem vivemos como os nossos pais!
Bjocas a todos!
domingo, 27 de março de 2011
Velha infância colorida
Todos os dias ao acordar e me olhar no espelho tenho a sensação de que não envelheci, mas também carrego a incrível sacada de que o tempo só me fez bem, entre tantos que ele poderia me fazer.
Mas hoje rememorando meus álbuns (aqueles mesmos dos pesadelos da Clau e da Paulinha), angustiei-me do quanto perdemos um pouco de nós as duras caminhadas e piruetas que o mundo da.
Não sou mais a adolescente de cara cheia de espinha e dentes de causar inveja à Mônica do Maurício de Souza. Minha aparência é outra, melhorada, simpática até... E minha disposição de encarar a vida é outra também, só que piorada. Olhando as fotos foi inevitável não me deixar levar pelas loucuras que eu me permiti fazer. Minha mãe sempre tão controladora e desesperada, me proibia de quase tudo, restava-me, então, as escapadas, que não foram poucas, confesso.
Imagina chegar à escola e não ter aula, logicamente isso significava ter que voltar para casa e encarar as tarefas domésticas. Mas comigo não, vez ou outra escapavamos rumo ao Cotijuba, putz, isso mesmo era pura loucura, pura aventura. E sempre, sempre mesmo, valia à pena.
Hoje minhas aventuras são reduzidas, miúdas, não consigo se quer me oportunizar a mudar de vida, sair da barra da saia da mamãe, de onde eu sempre tentei escapar. Recebi uma proposta de emprego louca, oportuna demais e, simplesmente, terrível, pois aceitá-la significa mudar de cidade, de casa, de lugar favorito, de hábitos... Significa formar novos amigos, sofrer novas decepções, criar novos sabores e cores. E daí? E daí que não sou mais a adolescente destemida, que encarava qualquer desafio, qualquer desavença, qualquer aventura.
Crescer significa mudar. Significa deixar-nos pelos caminhos e encarar que dói sim estar ficando velha. Crescer dói, como agora entendo isso! E eu faço planos, planos de gente grande, se antes eu não os fazia como consegui chegar até aqui? O que significou para mim a caminhada? Entender que fica um pouco de nós nos caminhos, só isso? E o que trouxemos dele? Desesperança, desamor, medo, lágrimas?
Trouxemos de tudo um pouco e deixaremos mais de nós pelo caminho do que possamos imaginar. Numa tentativa de querer vencer a barreira do futuro, encostada na cama perguntei-me o que restará de mim se eu deixar que tudo que é meu fique pelo caminho? Restará a Aline que a adolescência roubou! Restará a Aline, pequena, grande, medrosa e destemida! Restará a Aline que hoje está se deixando render pelo passado de grandes novidades.
Eu não posso me recolher e simplesmente dizer eu fui. Preciso me recolher e dizer EU SOU! Não quero que me passado seja tão forte ao ponto de apontar e administrar meu medinho de viver a vida.
Eu mudei. Hoje divido minha cama de casal não mais com uma boneca de pano velha e arrepiada, divido com meu filho. Tenho história, tenho aventuras, sou feliz. Tenho moda própria e imprópria e a terrível sensação de que nada mudou, de que minha vida ficou presa alí numa grata fotografia...
Sair dela e querer ser linda, cheia de pose, com telefone tocando e a irremediável embriaguês tão necessária as mulheres de fibra seja uma verdade.
Quero dizer quem fui e sou. Quero dizer que li Frida Kahlo e conheci a Claudiana. Quero dizer que amei Cecília Meireles e a ali estava a Marla Danielle. Quero dizer que chorei com a generosidade de Zilda Anrns e de minha mãe. Quero dizer que contemplei Raquel de Queiroz e a Paulinha. Quero dizer que fui feliz e sou a Aline, nem tão perdida, nem tão humana, nem tão nostálgica, mas a mulher que eu sempre sonhei ser... senão que história me conduziria até aqui?
A fotografia me mostrou minha trajetória surreal e porra louca. Olhá-la me devolveu o gosto pelo viver, as lágrimas de saudade e o sorriso que carrego no meu mais singelo aceite musical... Eu vou, estou aqui, eu quero... "Se chorei ou se sorrir, o importante é que emoções eu vivi" É assim que quero chegar quando os dentes se forem!
Comendo um delicioso creme de morango!
Mas hoje rememorando meus álbuns (aqueles mesmos dos pesadelos da Clau e da Paulinha), angustiei-me do quanto perdemos um pouco de nós as duras caminhadas e piruetas que o mundo da.
Não sou mais a adolescente de cara cheia de espinha e dentes de causar inveja à Mônica do Maurício de Souza. Minha aparência é outra, melhorada, simpática até... E minha disposição de encarar a vida é outra também, só que piorada. Olhando as fotos foi inevitável não me deixar levar pelas loucuras que eu me permiti fazer. Minha mãe sempre tão controladora e desesperada, me proibia de quase tudo, restava-me, então, as escapadas, que não foram poucas, confesso.
Imagina chegar à escola e não ter aula, logicamente isso significava ter que voltar para casa e encarar as tarefas domésticas. Mas comigo não, vez ou outra escapavamos rumo ao Cotijuba, putz, isso mesmo era pura loucura, pura aventura. E sempre, sempre mesmo, valia à pena.
Hoje minhas aventuras são reduzidas, miúdas, não consigo se quer me oportunizar a mudar de vida, sair da barra da saia da mamãe, de onde eu sempre tentei escapar. Recebi uma proposta de emprego louca, oportuna demais e, simplesmente, terrível, pois aceitá-la significa mudar de cidade, de casa, de lugar favorito, de hábitos... Significa formar novos amigos, sofrer novas decepções, criar novos sabores e cores. E daí? E daí que não sou mais a adolescente destemida, que encarava qualquer desafio, qualquer desavença, qualquer aventura.
Crescer significa mudar. Significa deixar-nos pelos caminhos e encarar que dói sim estar ficando velha. Crescer dói, como agora entendo isso! E eu faço planos, planos de gente grande, se antes eu não os fazia como consegui chegar até aqui? O que significou para mim a caminhada? Entender que fica um pouco de nós nos caminhos, só isso? E o que trouxemos dele? Desesperança, desamor, medo, lágrimas?
Trouxemos de tudo um pouco e deixaremos mais de nós pelo caminho do que possamos imaginar. Numa tentativa de querer vencer a barreira do futuro, encostada na cama perguntei-me o que restará de mim se eu deixar que tudo que é meu fique pelo caminho? Restará a Aline que a adolescência roubou! Restará a Aline, pequena, grande, medrosa e destemida! Restará a Aline que hoje está se deixando render pelo passado de grandes novidades.
Eu não posso me recolher e simplesmente dizer eu fui. Preciso me recolher e dizer EU SOU! Não quero que me passado seja tão forte ao ponto de apontar e administrar meu medinho de viver a vida.
Eu mudei. Hoje divido minha cama de casal não mais com uma boneca de pano velha e arrepiada, divido com meu filho. Tenho história, tenho aventuras, sou feliz. Tenho moda própria e imprópria e a terrível sensação de que nada mudou, de que minha vida ficou presa alí numa grata fotografia...
Sair dela e querer ser linda, cheia de pose, com telefone tocando e a irremediável embriaguês tão necessária as mulheres de fibra seja uma verdade.
Quero dizer quem fui e sou. Quero dizer que li Frida Kahlo e conheci a Claudiana. Quero dizer que amei Cecília Meireles e a ali estava a Marla Danielle. Quero dizer que chorei com a generosidade de Zilda Anrns e de minha mãe. Quero dizer que contemplei Raquel de Queiroz e a Paulinha. Quero dizer que fui feliz e sou a Aline, nem tão perdida, nem tão humana, nem tão nostálgica, mas a mulher que eu sempre sonhei ser... senão que história me conduziria até aqui?
A fotografia me mostrou minha trajetória surreal e porra louca. Olhá-la me devolveu o gosto pelo viver, as lágrimas de saudade e o sorriso que carrego no meu mais singelo aceite musical... Eu vou, estou aqui, eu quero... "Se chorei ou se sorrir, o importante é que emoções eu vivi" É assim que quero chegar quando os dentes se forem!
Comendo um delicioso creme de morango!
sexta-feira, 25 de março de 2011
Eu, Você, Nós: tudo junto e misturado
Já entendi que somos atravessados por vários discursos e interpelados pela ideologia. Já entendi e concordo! Definitivamente, é essa luta de classe que instaura em nós o sujeito que somos, sujeito enquanto indivíduos, e revela nossa filiação social. Entendi e concordo plenamente, e não concordo a duras penas... É fácil enxerga isso, o problema é convereter para um discurso científico.
Mas não é problema converter para uma experiência humana empírica!
Não gosto de rotular as coisas, é muito trivialidade achar que conhecemos e podemos fazê-lo. Julgar? Bem, assim como somos comumente julgados, julgamos aos outros, às vezes de forma cruel, às vezes por pura diversão. É difícil fazê-lo, pq qdo eu digo o que não gosto no outro, revelo aquilo que sou e tomo como certo minha visão de mundo.
E o egocentrismo atravessa a passarela. A visão binária como propôs Nietzsche: certo/errado, verdade/inverdade, ciência/ideologia... Defendo aquilo que acredito, da classe social em que estou inscrita, é asim, é fato.
Saindo do campo da ciência e retomando minha experiência humana: no meio de todos esses passeios vemos pessoas pertencentes a uma determinada classe lutarem para se desvencilhar dela, sem ao menos conseguir. Negar é uma forma de pertencimento!
Sinceramente isso me enoja (estou julgando, se ainda não me fiz clara). Certas coisas são tão evidentes nos comportamentos das pessoas que a tentativa de negar, extravia o caráter. É o típico caso de querer ser aquilo que não sou, mas tomo pra mim o do outro e me asseguro de que ele sou eu.
Por exemplo: não se é naturalmente carismática, mas atua-se para que seja, porém nessa luta cria-se círculos de pessoas que vão e vem de forma impressionante, mas nenhuma fica. Implora-se a amizade do outro sem a validade de que seja uma boa amizade, insiste-se para tê-la apenas para dizer a que grupo se pertence. Existe coisa mais triste? Toma-se o discurso hegemônico de que toda mulher precisa casar e se diz que as que são livres podem ser atestadas sobre qualquer julgamento, não ao machismo! Toma-se o pensamento burguês, e se age tal qual um alpinista social, que vende a alma para não perder a pose. Essa é a burguesia que fede! Invoca-se o discurso religioso, mas desencontra-se com os preceitos da religião. Levanta-se certas bandeiras das frases bonitas, mas o discurso ideológico que lhe interpela é o da imbecilidade.
É, ainda bem que isso não é contagiante! Ainda bem que somos influenciados pelas classes e não pelos indivíduos "individuais".
Algumas pessoas me cansaram, outras me enjoaram, mas outras me fizeram felizes demais. A questão é que preciso manter todos por perto - infelizmente - porque preciso lembrar-me daquilo que não sou e nem quero ser.
Sou pobre, mas sou feliz!!!
Com um danone de chocolate me fazendo aquele mal!!
Mas não é problema converter para uma experiência humana empírica!
Não gosto de rotular as coisas, é muito trivialidade achar que conhecemos e podemos fazê-lo. Julgar? Bem, assim como somos comumente julgados, julgamos aos outros, às vezes de forma cruel, às vezes por pura diversão. É difícil fazê-lo, pq qdo eu digo o que não gosto no outro, revelo aquilo que sou e tomo como certo minha visão de mundo.
E o egocentrismo atravessa a passarela. A visão binária como propôs Nietzsche: certo/errado, verdade/inverdade, ciência/ideologia... Defendo aquilo que acredito, da classe social em que estou inscrita, é asim, é fato.
Saindo do campo da ciência e retomando minha experiência humana: no meio de todos esses passeios vemos pessoas pertencentes a uma determinada classe lutarem para se desvencilhar dela, sem ao menos conseguir. Negar é uma forma de pertencimento!
Sinceramente isso me enoja (estou julgando, se ainda não me fiz clara). Certas coisas são tão evidentes nos comportamentos das pessoas que a tentativa de negar, extravia o caráter. É o típico caso de querer ser aquilo que não sou, mas tomo pra mim o do outro e me asseguro de que ele sou eu.
Por exemplo: não se é naturalmente carismática, mas atua-se para que seja, porém nessa luta cria-se círculos de pessoas que vão e vem de forma impressionante, mas nenhuma fica. Implora-se a amizade do outro sem a validade de que seja uma boa amizade, insiste-se para tê-la apenas para dizer a que grupo se pertence. Existe coisa mais triste? Toma-se o discurso hegemônico de que toda mulher precisa casar e se diz que as que são livres podem ser atestadas sobre qualquer julgamento, não ao machismo! Toma-se o pensamento burguês, e se age tal qual um alpinista social, que vende a alma para não perder a pose. Essa é a burguesia que fede! Invoca-se o discurso religioso, mas desencontra-se com os preceitos da religião. Levanta-se certas bandeiras das frases bonitas, mas o discurso ideológico que lhe interpela é o da imbecilidade.
É, ainda bem que isso não é contagiante! Ainda bem que somos influenciados pelas classes e não pelos indivíduos "individuais".
Algumas pessoas me cansaram, outras me enjoaram, mas outras me fizeram felizes demais. A questão é que preciso manter todos por perto - infelizmente - porque preciso lembrar-me daquilo que não sou e nem quero ser.
Sou pobre, mas sou feliz!!!
Com um danone de chocolate me fazendo aquele mal!!
sábado, 19 de março de 2011
Até que o impossível nos repare
Ah, o sábado!!
Sereno e intenso. A programação que eu me dei não rolou, mas a que eu estou há tempos vibrando para que aconteça vem com tudo e não está prosa: Casa D'Noca... E em homenagem a isso, digo não a casa da sogra!
Bem, vamos detalhar as emoções. O que fazer quando o assunto é ex que decidiu se habilitar novamente? Depois de trancos, barrancos, barracos e de pedras atiradas é isso que eu espero? É isso: que ele venha silencioso, sibiloso e me abocanhe vorazmente? Não, isso se chama falta de amor próprio...
Só eu sei as dores que senti, quantos quilos perdi e as rugas que ganhei. Havia noites que meu peito doía de solidão e humilhação. Enquanto amamos queremos que as coisas se resolvam ainda que para isso seja necessário amar somente o outro: quem nunca pensou assim que atire a primeira pedra! No afã do desespero é apenas a calmaria que orienta nossa vontade e esperança de que "ele vai mudar e tudo vai se resolver".
Sou amante de sonhos. Gosto de esperanças. Gosto de minhas decisões singulares. Amo ouvir a voz da razão, da minha razão. Por isso o que me instiga é pq agora? Ele me parecia tão bem! Eu me cuidei, sou outra, ainda pela metade, mas tão inteira e dona das minhas razões que hoje não preciso marcar o caminho para saber voltar pra casa. Tenho sim o sonho de um amor, mas não de verão. Esperanças de ser feliz com aquilo que posso me proporcionar e prometi dentre tantas dores que carreguei no peito que nunca mais, isso mesmo NUNCA MAIS alguém ia fazer eu me perder novamente.
Se pensar assim é cruel, paciência, que eu seja cruel, mas como diria o filósofo Zeca Pagodinho "O dono da dor sabe o qto dói" e eu mais do que ninguém sei pelo que eu passei.
É claro que não só de coisas ruins vivi com ele. Fomos intensos em tudo que vivemos, rolamos de rir, partilhamos segredos e viagens e sonhos, fomos a festa, brigamos por ciúme, nos embriagamos juntos e nos demos bem... Tomamos banho de mar e rio. Perdemos o fôlego e a razão e o juízo, fizemos o Victor (meu mais preciosos presente de Deus), mas nada dissso foi tão forte e significante que não o fizesse me querer bem qdo eu mais precisei.
O que sei é que hoje eu preciso voar, to ensaiando minhas asas, meu perfume, meu olhar. Eu insisto no brilho nos olhos e no frio da barriga, quero o telefonema surpresa e o olho no olho.Não quero um encontro mágico, quero apenas me sentir com a cabeça nas nuvens e os pés no chão. Sou mais do que livre e qdo eu tiver algo que defina essa minha forma de viver, eu digo que voarei mais alto do que puder!
To comendo um deliciosos chocolate de cupuaçu
Sereno e intenso. A programação que eu me dei não rolou, mas a que eu estou há tempos vibrando para que aconteça vem com tudo e não está prosa: Casa D'Noca... E em homenagem a isso, digo não a casa da sogra!
Bem, vamos detalhar as emoções. O que fazer quando o assunto é ex que decidiu se habilitar novamente? Depois de trancos, barrancos, barracos e de pedras atiradas é isso que eu espero? É isso: que ele venha silencioso, sibiloso e me abocanhe vorazmente? Não, isso se chama falta de amor próprio...
Só eu sei as dores que senti, quantos quilos perdi e as rugas que ganhei. Havia noites que meu peito doía de solidão e humilhação. Enquanto amamos queremos que as coisas se resolvam ainda que para isso seja necessário amar somente o outro: quem nunca pensou assim que atire a primeira pedra! No afã do desespero é apenas a calmaria que orienta nossa vontade e esperança de que "ele vai mudar e tudo vai se resolver".
Sou amante de sonhos. Gosto de esperanças. Gosto de minhas decisões singulares. Amo ouvir a voz da razão, da minha razão. Por isso o que me instiga é pq agora? Ele me parecia tão bem! Eu me cuidei, sou outra, ainda pela metade, mas tão inteira e dona das minhas razões que hoje não preciso marcar o caminho para saber voltar pra casa. Tenho sim o sonho de um amor, mas não de verão. Esperanças de ser feliz com aquilo que posso me proporcionar e prometi dentre tantas dores que carreguei no peito que nunca mais, isso mesmo NUNCA MAIS alguém ia fazer eu me perder novamente.
Se pensar assim é cruel, paciência, que eu seja cruel, mas como diria o filósofo Zeca Pagodinho "O dono da dor sabe o qto dói" e eu mais do que ninguém sei pelo que eu passei.
É claro que não só de coisas ruins vivi com ele. Fomos intensos em tudo que vivemos, rolamos de rir, partilhamos segredos e viagens e sonhos, fomos a festa, brigamos por ciúme, nos embriagamos juntos e nos demos bem... Tomamos banho de mar e rio. Perdemos o fôlego e a razão e o juízo, fizemos o Victor (meu mais preciosos presente de Deus), mas nada dissso foi tão forte e significante que não o fizesse me querer bem qdo eu mais precisei.
O que sei é que hoje eu preciso voar, to ensaiando minhas asas, meu perfume, meu olhar. Eu insisto no brilho nos olhos e no frio da barriga, quero o telefonema surpresa e o olho no olho.Não quero um encontro mágico, quero apenas me sentir com a cabeça nas nuvens e os pés no chão. Sou mais do que livre e qdo eu tiver algo que defina essa minha forma de viver, eu digo que voarei mais alto do que puder!
To comendo um deliciosos chocolate de cupuaçu
terça-feira, 15 de março de 2011
Segundinha de pura emoção
Ontem a minha queridíssima segunda começou com ares de sexta. Foi tão intensa, tão intensa que hoje amanheci com ressaca. Pode?
Bem, na verdade o prenúncio de sua intensidade se deu ainda na sexta que a antecedeu com resultados divergentes da seleção de bolsista do mestrado. Os componentes das bancas optaram por uma avaliação subjetiva e se lascaram, pq isso deu margem a diferentes avaliações, favorecendo-me, claro! Um dos compomentes da banca, do alto de sua arrogância, optou por não me ouvir, não me atender e disse que eu perderia a questão lá. Bem, então o jeito foi eu ir ao Ministério Público Federal, denunciei, fiz o carnaval e agora espero que eles tirem suas fantasias, pq eu to na área. Não devo nada a ninguém e quanto a minha boa fé, jamais eu permitirei que seja colocada em dúvida, jamais!
Só sei que desde às 7h corri, sofri, vibrei, pq no final eles tiveram que da a cara a tapa e me concederam a bolsa por esatrem acuados em medos que eu nem quero comentar. É isso!
Na hora do almoço, eu e a Claudiana tomamos 500ml de chope, não nos damos respeito, isso é certo. Mas é certo tb que eu gosto demais dessa moleca pq ela tem o mesmo gosto pela vida que eu tenho. Não gostamos do morno, somo intensa, moleca doida, somos nós sem máscaras e contradições.
Hoje to flutuando, mais uma noitada vem aí... amanhã falarei dessa minha amiga! Ela eu mostrarei, irei publicizar sua face hehehehe
Vou almoçar e tomar aquele açai especial.
Bem, na verdade o prenúncio de sua intensidade se deu ainda na sexta que a antecedeu com resultados divergentes da seleção de bolsista do mestrado. Os componentes das bancas optaram por uma avaliação subjetiva e se lascaram, pq isso deu margem a diferentes avaliações, favorecendo-me, claro! Um dos compomentes da banca, do alto de sua arrogância, optou por não me ouvir, não me atender e disse que eu perderia a questão lá. Bem, então o jeito foi eu ir ao Ministério Público Federal, denunciei, fiz o carnaval e agora espero que eles tirem suas fantasias, pq eu to na área. Não devo nada a ninguém e quanto a minha boa fé, jamais eu permitirei que seja colocada em dúvida, jamais!
Só sei que desde às 7h corri, sofri, vibrei, pq no final eles tiveram que da a cara a tapa e me concederam a bolsa por esatrem acuados em medos que eu nem quero comentar. É isso!
Na hora do almoço, eu e a Claudiana tomamos 500ml de chope, não nos damos respeito, isso é certo. Mas é certo tb que eu gosto demais dessa moleca pq ela tem o mesmo gosto pela vida que eu tenho. Não gostamos do morno, somo intensa, moleca doida, somos nós sem máscaras e contradições.
Hoje to flutuando, mais uma noitada vem aí... amanhã falarei dessa minha amiga! Ela eu mostrarei, irei publicizar sua face hehehehe
Vou almoçar e tomar aquele açai especial.
quarta-feira, 9 de março de 2011
Cadê meu namorado que estava aqui?
Ai, até que enfim FELIZ!!! Eu merecia isso...
Hoje estudei com meu grupo de estudos em casa, foi perfeito e "obsceno", imagina tive que desconstruir uma ideia pronta, fechada e perfeita. Não entendi errado, só fiz outra leitura - palavras do Thomas.
Bem, mas não foi isso, aliás, só isso que me deixou feliz. Hoje tomei uma decisão radical, é claro que me conhecendo do jeito que me conheço, inconstante do jeito que sou, amanhã posso tornar essa decisão um estranho sabor de sopa de mocotó congelada: péssima!
Decidi que "a saudade é nossa alma dizendo pra onde ela quer voltar" (Rubem Alves). É isso. Decidi voltar para o lugar de onde eu nunca saí por inteiro. Eu sempre fui entrega, coragem, toque e alma. Mas de repente estou eu aqui circulando pela metade, entregando-me ao evitável, circulando por apologias, topando com o escuro. Justo eu? Justo a Aline?
Estou com saudades, assumo. Ela não me enlouquece e, embora contraditório, não domina minhas decisões. Só quero correr o risco, quero pular de paraquedas, quero ir e dizer "to aqui e agora?". O que sei é que estou com saudades e ela me aponta pra lugares que eu já conheço: sofríveis e prazerosos. Não custa olhar pra trás e ver que apesar de tudo de ruim, eu fui feliz.
Cantei músicas ao vento, madruguei na praia aconchegada no cangote, falei horas ao telefone e ao desligar já sentia falta. Imaginei uma vida perfeita e não imaginei vida nenhuma, queria só viver. Trocamos receitas, ganhei um exclusivo bolo de chocolate, um sequestro para o cachorro quente, a sopa de feijão maravilhosa e a nega maluca insubstituível no fim de um dia de trabalho.
Tentei ser feliz, mas é certo que essa busca louca me empurrou a viver "passionemente".
Coloquei a emoção acima da razão. Esqueci que cultivava um singelo amor que custou a passar. Fui corpo e alma. Fui aquilo que sou. Não o amo mais é certo, mas hoje olhando para trás sei que valeu à pena a chegada e a saída, os olhares, o affair roubado, as trocas e a entrega. Minha alma quer voltar, estou com saudades.
Quero sentir o cheiro da brisa da tarde que só quem está enamorado sente. Quero a ânsia da espera, o abraço verdadeiro da chegada, o olhar com o brilho intenso pela intensidade, quero o medo da perda e a dúvida do depois. Quero isso, mais isso e só isso!
Quero voltar atrás e dizer o que eu ocultei, mas acreditei piamente: não quero namorar tão cedo!
Voltei atrás: a saudade de tudo que eu vivi me mostra que vale à pena e que aquele apaixonante discurso "podem até me empurrar de um penhasco que vou dizer 'e daí? Eu adoro voar'" é retórico, então estou com saudades de namorar, é isso!
Assumir isso me fez bem, devolveu-me o apreço pela conquista, pelo frio na barriga, pela saudade mais doce... Mas hoje ele (quem quer que ele seja) precisa aceitar a Aline que ele não conhece, mas que é a melhor Aline que eu já conheci, a Aline que viveu o que precisava viver, só que essa descrição fica pra depois... Agora mesmo eu preciso é voar!
Deliciando-me com um serenata do amor!!!
Hoje estudei com meu grupo de estudos em casa, foi perfeito e "obsceno", imagina tive que desconstruir uma ideia pronta, fechada e perfeita. Não entendi errado, só fiz outra leitura - palavras do Thomas.
Bem, mas não foi isso, aliás, só isso que me deixou feliz. Hoje tomei uma decisão radical, é claro que me conhecendo do jeito que me conheço, inconstante do jeito que sou, amanhã posso tornar essa decisão um estranho sabor de sopa de mocotó congelada: péssima!
Decidi que "a saudade é nossa alma dizendo pra onde ela quer voltar" (Rubem Alves). É isso. Decidi voltar para o lugar de onde eu nunca saí por inteiro. Eu sempre fui entrega, coragem, toque e alma. Mas de repente estou eu aqui circulando pela metade, entregando-me ao evitável, circulando por apologias, topando com o escuro. Justo eu? Justo a Aline?
Estou com saudades, assumo. Ela não me enlouquece e, embora contraditório, não domina minhas decisões. Só quero correr o risco, quero pular de paraquedas, quero ir e dizer "to aqui e agora?". O que sei é que estou com saudades e ela me aponta pra lugares que eu já conheço: sofríveis e prazerosos. Não custa olhar pra trás e ver que apesar de tudo de ruim, eu fui feliz.
Cantei músicas ao vento, madruguei na praia aconchegada no cangote, falei horas ao telefone e ao desligar já sentia falta. Imaginei uma vida perfeita e não imaginei vida nenhuma, queria só viver. Trocamos receitas, ganhei um exclusivo bolo de chocolate, um sequestro para o cachorro quente, a sopa de feijão maravilhosa e a nega maluca insubstituível no fim de um dia de trabalho.
Tentei ser feliz, mas é certo que essa busca louca me empurrou a viver "passionemente".
Coloquei a emoção acima da razão. Esqueci que cultivava um singelo amor que custou a passar. Fui corpo e alma. Fui aquilo que sou. Não o amo mais é certo, mas hoje olhando para trás sei que valeu à pena a chegada e a saída, os olhares, o affair roubado, as trocas e a entrega. Minha alma quer voltar, estou com saudades.
Quero sentir o cheiro da brisa da tarde que só quem está enamorado sente. Quero a ânsia da espera, o abraço verdadeiro da chegada, o olhar com o brilho intenso pela intensidade, quero o medo da perda e a dúvida do depois. Quero isso, mais isso e só isso!
Quero voltar atrás e dizer o que eu ocultei, mas acreditei piamente: não quero namorar tão cedo!
Voltei atrás: a saudade de tudo que eu vivi me mostra que vale à pena e que aquele apaixonante discurso "podem até me empurrar de um penhasco que vou dizer 'e daí? Eu adoro voar'" é retórico, então estou com saudades de namorar, é isso!
Assumir isso me fez bem, devolveu-me o apreço pela conquista, pelo frio na barriga, pela saudade mais doce... Mas hoje ele (quem quer que ele seja) precisa aceitar a Aline que ele não conhece, mas que é a melhor Aline que eu já conheci, a Aline que viveu o que precisava viver, só que essa descrição fica pra depois... Agora mesmo eu preciso é voar!
Deliciando-me com um serenata do amor!!!
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