sábado, 20 de agosto de 2011

"Nessa espera o mundo gira em linhas tortas..."







Casa Pré-fabricada
A música romanticazinha mais linda dos Los Hermanos. Me rendi a essa música e a capacidade de compor de Marcelo Camelo, um autor que foge das breguices de quem fala de amor. Um gênio!


Casa Pré-fabricada

Los Hermanos

Composição: Marcelo Camelo

Abre os teus armários, eu estou a te esperar
Para ver deitar o sol sobre os teus braços, castos
Cobre a culpa vã, até amanhã eu vou ficar
E fazer do teu sorriso um abrigo
Canta que é no canto que eu vou chegar
Canta o teu encanto que é pra me encantar
Canta para mim, qualquer coisa assim sobre você
Que explique a minha paz
Tristeza nunca mais
Mais vale o meu pranto que esse canto em solidão
Nessa espera o mundo gira em linhas tortas
Abre essa janela, a primavera quer entrar
Pra fazer da nossa voz uma só nota
Canto que é de canto que eu vou chegar
Canto e toco um tanto que é pra te encantar
Canto para mim qualquer coisa assim sobre você
Que explique a minha paz
Tristeza nunca mais





PERFEITAAAAAAAAAAAAA...

Quem matou a Norma?

Essa semana não teve pra ninguém, minhas atenções estavam todas voltadas para a última semana de Insensato Coração. Ontem, então, nem o aniversário do meu sobrinho, cerveja no 0800, primos in loco me afastaram da frente da TV, afinal era o último capítulo e o mistério ia cessar: quem matou a Norma?
Minha aposta era no próprio Léo, por toda obviedade de motivos que ele apresentava. Outros apostavam na Jandira, pois ela poderia crer que a Norma a deixaria rica. Também ouvi falar em Tia Nenê, Eunice e Ismael. Mas, quem matou foi a Wanda sob alegação de que a mãe faz tudo para salvar um filho.
ADOREI a exposição doentia causada pelos autores!
Mas preciso alertar que discordo, afinal uma mãe mata, mente, explora, corrompe e trai por um filho? Que filho ela esperava ter, então?
É um alerta, óbvio. É também um retrato da decadência de muitos e muitos valores familiares. Uma mãe que da tudo para um filho e faz tudo por ele pretende sanar algo que ela não é capaz de dar de fato, ou porque nao teve, ou porque está ocupada demais para s preocupar com valores. Isso mesmo valores!
Recompensar um filho com presentes faraônicos porque ele passou de ano, não da. Esse filho não fez mais que sua obrigação. Trocar favores com um filho é deprimente e mostra que o filho não precisa ser razoável com ninguém, muito menos com a mãe. É por isso que vemos em jornais o sensacionalismo gritante de filho mata, estupra, espanca... a PRÓPRIA MÃE!
A Noma morreu pela indisposição e doença da mãe em proteger um filho bandido. Não precisamos ir tão longe para sabermos que isso acontece, não com a dureza de detalhes exposto pela Tv, mas com a crueldade necessária para sabermos que podemos errar e pecar por aquilo que às vezes chamamos de amor. Suzane von Richthofen é um exemplo canônico e Wanda um exemplo virtual.
Que sejamos amor, mas sejamos lição, firmeza e atenção, porque o mundo está aí para concorrer com os ensinamentos de mãe.
Quanto ao último capítulo? Lamentável...

sábado, 13 de agosto de 2011

Mude!

 
Olhe-se no espelho e mude. Mudar é fundamental a vida de cada ser humano, mesmo que isso, no início cause dor, lágrimas, transtornos. Mudar é preciso: para um apartamento, para uma casa, para outra cidade, de gosto, de comportamento, de preferências, de amor, de profissão. Mude seu projeto de vida. Mude de opinião. Aceite o que você recusava. Recuse o que você aceitava. Mude.
Seja simples, tome um porre, ria de besteira, ria de problemas, ria dos outros, ria de si mesmo. Encare-se de frente e enxergue o melhor que há de você e mude, mude o pior que lhe habita. Escancare seus medos, suas dúvidas. Declare-se. Despovoe-se, descubra que o mundo está além das 24h programadas para vivermos numa rotina estonteante. Coloque o pé na areia e aproveite para colocar o pé no chão.
Seja jovem sempre. Mude seus roteiros, seus scripts. Pode dar certo, pode da errado. Mas e daí? Temos a vida toda para mudar e acreditar. Mude de ideia. Mude de direção. Diga quantos nãos forem necessários para você ser feliz. Mas diga sim à vida, quantos sins forem necessários para você ser feliz.
A opção de mudar nos desloca de nós, de nossas vidas, de nosso mundinho de poucas opções. E nos transporta para um mundo possível e passível de mudança. Mudar remete-nos a um colóquio conosco, cara a cara com o espelho da alma.
Mude sempre. Faça a vida valer à pena. Cada minuto, cada oportunidade, faça do medo um aliado para seguir, da dúvida uma porta para a certeza e das experiências um caminho para ser mais feliz. Já dizia o poetinha “sempre podemos seguir em frente, termos outra opção de vida, dar novos beijos na boca, reconhecer outros corpos, ser entrega completa, mas a dificuldade da mudança cala-nos a alma”... Mudar é começar de novo. Comece sempre, para mudar sempre. Sós os fortes sabem que sempre podemos voltar atrás e seguir adiante. E mergulhe até a última gota no clichê: a vida vale à pena para quem sabe viver.
 

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Sentindo falta de mim

Uma parte de mim é coragem, a outra é submissão. Não sou inteira, tenho descoberto isso nos discursos que a vida me obriga ouvir. Sei o que tenho que fazer, mas minha parte coragem é fraca. Quero o querer, mas não sei por onde seguir. Sou submissa aos meus defeitos mais primários: egoísmo, orgulho, infantilidade... Cresci aos poucos e minha parte mais segura ainda se encontra perdida no meu passado querendo encontrar o rumo que eu não permito.
Sou medo. Sou futuro. Sou humana.
Sou coragem. Sou passado. Sou força.
Não quero o samba no pé, nem o choro, nem o rock. Meus ídolos só servem para me mostrar a filosofia da caixa de papel e do álbum de fotografia. Sou metade de mim, com uma cortina fechada para mim mesma. Não sei me mostrar embora lute desesperadamente para que alguém me veja.
Sou poema. Sou sexo. Sou poesia.
Sou história. Sou sujeito.
Uma metade menina. Uma metade mulher.
Sou conflito e decisão.
Sou a Outra. Ideologia. Parca. Decidida.
Eu preciso de mim, da minha parte que me apoiou até agora, mas ela se perdeu em algum lugar e eu estou por aqui, sofrendo sem saber que direção seguir, que decisões tomar.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Na pre-tensão do evoluir...

É retórico afirmar que o ser humano é um ser evoluído. Mas a pergunta que me aflige o peito e que me atormenta desde a madrugada de hoje é: o ser humano é um ser que evolui?
Gostaria, do fundo da minha alma, ter evoluído, mas acho que me construo e me descontruo conforme as emoções que tomam o peito, que me assaltam a alma e que me fazem ver que é mais fácil reconhecer os defeitos, do que as virtudes. E esses sentimento que ocuparam horas do meu dia, tem me mostrado a duras penas de que eu ainda não sei lidar com emoções plenas. Não sei viver. E não sei pedir licença para passar.
Não sou mais aquela criança rebelde e impulsiva. De lucro do meu casamento trouxe a compreensão e a impaciência, porém carrego a terrível intensidade e imediatismo que me assola e não consola. Sou leve feito um isopor e pesado como um trator. Sou capaz de passar três horas conversando à toa e amar a conversa, mas perco o sono por pura preocupação e apreço. E daí? Daí que não evolui. Não consigo aceitar que algumas pessoas simplesmente não se preocupam, são mesquinhas, egoístas e com uma dose de maldade que atormentam, que me atormentam.
Ontem, depois de horas pensativas e morrendo de sono, decidi que valeria à pena lutar pelo menino do sorriso bonito. Uma grande e querida amiga sempre diz que vontade da e passa. E é fato. Hoje estou chateada porque ele me tratou de forma negligente, não com meu sentimento, não com minha vontade de tê-lo, mas com minha simples vontade de falar com ele. Como cobrar uma coisa de que o outro não sabe? Bem, sempre que ele quis desfilamos horas de conversa, então será que a recíproca não poderia ser verdadeira?
Não, não pode. Resgantando o início da minha conversa: o ser humano é evoluído, mas não evolui. Eu simplesmente ainda não aprendi que as pessoas simplesmente não se importam. Eu posso morrer me importando, ficar aflita após um sonho angustiante. Querer notícias. Ficar triste achando que algo ruim aconteceu. Decepcionar-me achando a pior das criaturas. Mas e dái? Quem é ele para se importar comigo? Que imagem ele faz de mim para achar que eu mereço a consideração do ligar depois de dizer "daqui a pouco eu te ligo".
Estou me colocando para baixo? Claro que não, mas depois de passar por tantas desconsiderações, já não era hora de eu ter aprendido a não ser tanto entrega?
Mas o ser humano é um ser que não evolui...

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Um aborrecido lugar comum...

Em uma outra postagem fiz uma ode a minha idotice. Declarei-me uma idiotinha depois de várias sessões permitindo-me ser, mas também disse que escaparia e não mais me faria valer como tal. A única forma de agir seria ser franca, deixar que o pensamento honesto escorrese utilizando-se das palavras, e assim tenho feito, situação após situação, demagogias após demagogias e, principalmente, desculpinhas após desculpinhas não passam mais impunemente. Fico chateada, aborrecida, mas a peteca não cai mais. Jamais!
Não acho que seja difícil acreditar na palavra dos outros. Embora eu seja observadora de início, acho que ninguém consegue manter constantemente uma farsa recorrendo as palavras. Sempre há um escape, um deixa, uma forma em que a palavra deixa de ser nossa aliada e denuncia aos ouvidos e percepções afiadas quem disse o que queria, com a situação que não queria. O típico eu digo o que quero e mostro quem eu sou, não querendo.
Bem, minha chateação? Nada demais. Só sei que ainda por conta das palavras, tão doce magia, é difícil se comprometer. É difícil dar sua palavra, mesmo ser ser necessário dizer "eu te dou minha palavra" e depois cumpri-la. Que chato!
Não é mais prático ser objetivo e honesto? Ser legalmente o cara? Deve ser, mas não aos olhos e percepções que não sejam meus. Eu só posso ser errada, muito errada, pois meu senso crítico não me permite burlar a minha própria palavra de forma tão trivial. Não é difícil ser honesto nas palavras.
Acho que isso acontece por haver uma confusão sentimental em relação a mim, ao que eu quero, ao que eu me proponho.
Sou tão simples de ser desvendada.
Sei levar um não.
Sei compreender um apenas bons amigos.
Sei ser amiga e pronto.
Sei dizer não.
Sei dizer o que penso e ouvir uma confissão sincera.
Sei aceitar os outros em suas adversidades.
Só não sei criar rótulos, falsas expectativas, sonhos, horizontes e amores imperfeitos, embora amores imperfeitos sejam as flores da estação.
Garoto do sorriso lindo, quem te dera me conhecer...

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

O resto é silêncio...

Ontem, após uma conversa de 3h com o menino do sorriso mais bonito, dei-me conta de que há tempos não me toco de várias coisas que me cercam. O pior é que são coisas que merecem minha atenção, tal qual cidadã que sou, mas que deixo por aí... ao vento!
Como posso esquecer de reclamar contra a corrupção que dia após dia infesta meu cotidiano e afeta todos os setores de minha vida? Senão me afetasse, será que eu teria que esperar 5 dias inteiros e ansiosos por uma resposta se eu poderia comprar uma moto no meu nome, com a minha renda, com minhas possibilidades e, melhor, DA MINHA VONTADE? Mas não, todos estamos sempre sob suspeitas. Somos vítimas dos pensamento maliciosos que os políticos, mal comportados, deixaram como legados para nós. A minha palavra, a de que eu sou honesta, não bastou. Precisaram vasculhar minha vida, confirmar com conhecidos, ligar para o meu antigo e atual trabalho, verificar CPF, contas em banco para me dizer "Olha, senhora Aline, seu cadastro foi aprovado". Que se lasquem, agora que me esperem!!
Uma outra coisa que me aborrece, embora eu evite perdeu um capítulo, é a falsa liberdade que as novelas das 21h vendem. Sou noveleira assumida, quem me conhece sabe, vejo, leio na internet, só falto quebrar o pescoço em banca de revista para ler a matéria da capa, converso com outros telespectadores, mas não da pra engolir assistir cenas deliberadas de sexo "selvagem" e aturar a censura acerca do relacionamento gay. Quer dizer que a marcha vulgar, desrespeitosa e que se diz organizada pode, mas beijo gay e final felizes a personagens homossexuais não? Ah, vão se lascar! Sou liberal, democrática e flexível, porém me irrita profundamente ver uma emissora tratar como uma mazela a discussão homossexual. Penso que se vai ser abordado que seja tratado pra valer. Ou toca ou não toca.
Uma outra situação deflagrada e que me aborrece é a mania que os outros tem de meter o dedo na vida alheia sem serem convidados. Ligam, passam o assunto que não lhes é da conta adiante, fazem um verdadeiro carnaval. Contudo, pensar na roubalheira do governo anterior e que está sendo continuada por esse, ninguém se manifesta. Disso ninguém fala de verdade. O pior é, como disse o menino do sorriso lindo, que tudo isso tem apoio da maior emissora do Brasil e a quarta do mundo. A Globo não quer ver pessoas esclarecidas e por isso aliena a massa com suas 5 novelas fixas, que vendem moda, bordão, sexo e detona qualquer linha de raciocínio, que poderia ser grandiosa arma para combater o título que temos de país subdesenvolvido. Não merecemos a inteligência? Merecemos sim. Só que nossa fraqueza não subtrai se quer sua preocupação com a audiência.
Estou envergonhada, aborrecida e puta da vida.
O resto é silêncio...